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Fotos de Arapucaia em Curitiba http://www.flickr.com/photos/camilaferraz/sets/72157616466698332/with/3422077442/
Escrito por Luciano Carvalho às 11h47
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Campanha da fraternidade - 2009
Quer dizer que os católicos apostólicos romanos, que congregam antros de pedófilos, que se omitem diante das guerras praticadas por seus aliados, que têm no seu histórico incontáveis banhos de sangue, que perdoam estupradores de crianças mas excomungam médicos que fazem o que acham ser o melhor para os pacientes, quer dizer que esses católicos estão fazendo uma campanha da fraternidade contra a violência praticada pelos outros? Parece que tem alguma coisa errada, não?... Alguém aí já leu sobre uns túmulos caiados?
Escrito por Luciano Carvalho às 10h15
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Vai ter mais em setembro...
Escrito por Luciano Carvalho às 23h08
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O fim do mundo – parte 2
Só imaginando. Algo como “teoria da conspiração”, ridícula, é certo, mas saborosa. Já pensou se a greve dos bancários de hoje foi induzida ou escondidamente estimulada pelos próprios banqueiros? Não é ridículo?
(ler o texto abaixo...)
Escrito por Luciano Carvalho às 22h42
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O fim do mundo.
Foi apenas um lance de imaginação:
Com as notícias de fechamento de grandes bancos, com o crédito sem crédito dos falsos capitais, o mundo parecia estar no fim. No caso, “mundo” era apenas o “sistema”, mas as pessoas não percebiam. Então todos reagiram. Foram às lojas e realizaram o máximo de compras por crédito que podiam. Foram aos bancos e retiraram o máximo de dinheiro que podiam, utilizando para isso também os recursos de crédito (limites, linhas de crédito etc.). Tudo isso pelo medo de, se a crise prosseguisse, não haver mais de onde tirar. Os bancos, nas primeiras tentativas de seus clientes, perceberam a onda e fecharam as portas e desligaram os sistemas por computador. Senão, iriam à falência. No dia seguinte, reabriram, mas as pessoas voltaram a tentar as mesmas coisas. Fecharam de novo. E assim por diante. Isso levaria as instituições à falência do mesmo modo. E assim foi. E o mundo acabou.
Ao invés de lutar numa revolução pelo fim do capitalismo, o povo teria feito uma revolução a favor do capitalismo, o que levou mais certeiramente que na primeira hipótese ao fim do capitalismo.
E o que veio depois? Certamente não o socialismo, nem o comunismo. Nem o dinheiro sumiu. Apenas o capital (ou seja, os meios de produção) deixou de ser “a” base do sistema. Depois? Eu não sei, mas acho que era bom começar a pensar...
Escrito por Luciano Carvalho às 12h19
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Chuva e dois trovões.
Variações na luz
(está clareando muito).
Estou com vontade de teatro
(hoje à noite)
e Elis Regina
(minha "casa" de som vai soar!).
Beleza!
É meu aniversário
e adorei a limpeza do ar!!!
Escrito por Luciano Carvalho às 11h05
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Queridos amigos!
Segunda-feira, dia 8 de setembro de 2008, estarei fazendo um show no "All of Jazz", às 22h, com Guilherme Telles e Carla Ferrari, dedicado a canções de Tom Jobim e algumas das minhas composições.
Tentei colocar o flyer aqui, mas não consegui... : )
Anotem aí:
All of Jazz, Rua João Cachoeria, 1366, Itaim Bibi, fone 3849-1345.
10,00 de couvert artístico mais 10,00 (consumíveis) de entrada.
Será um prazer enorme recebê-los todos por lá.
Escrito por Luciano Carvalho às 20h59
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Passividade perversa
Feliz dia do trabalho.
Está frio, aconchegante, mas frio...
Andei pensando no Kassab e no Serra, não para simplesmente listar seus defeitos e colocar neste blog, mas estou pasmo com a passividade da população de São Paulo. A tal lista, se feita, será revoltante, mas será cheia de coisas que não são segredos escondidos, e sim, fatos bem conhecidos e amplamente divulgados, mas que não causa em nós mais do que uns minutos de fala, de conversas rápidas sobre os políticos; logo nos aborrecemos e, para fugir da obviedade e da frustração, mudamos de assunto.
Naturalmente, poderíamos incluir o Alkmin... Este último, veja bem, pensa em ser prefeito em São Paulo; mas onde está o empenho de um homem público em, por exemplo, solucionar o crime hediondo cometido por pessoas contratadas em seu governo, a saber, os que construíam o metrô em Pinheiros quando aconteceu aquele desastre, lembra, o buraco do metrô, que matou gente, que destruiu casas, que transtornou a cidade e o trânsito, que de qualquer modo, era exatamente o tipo de coisas contra a qual se espera que haja todo tipo de preparação, num trabalho, o dos engenheiros, que não pode conter erros? Um engenheiro não pode errar, um mestre de obras não pode errar, uma construtora não pode errar, mas a população já se esqueceu, e nada aconteceu...
Todos os dias, milhões de pessoas usam ônibus em São Paulo, e foram todos, sem exceção, atingidos pelas sacanagens administrativas que paulatinamente vêm sendo implementadas desde a primeira semana da gestão do Serra, numa linha seguida à risca por Kassab. A perversidade é tamanha que o povo acha que é bom o que é ruim, só por que a medida ruim foi anunciada como sendo boa, ou seja, conversa mole, mas que é uma medida certamente e exclusivamente ruim para a população (fim das passagens livres nos terminais, limitações para o uso do bilhete único, a complicação na vida dos mais pobres, obrigados a pegarem filas demoradas para pagar a passagem de ônibus, ao invés de pagar para o cobrador já dentro do ônibus).
Meu pasmo é a passividade, perversa ao extremo por nem ser tão inconsciente assim.
Gente! A picaretagem é muito grande! Estarei delirando nessa análise? As pessoas dizem que acreditam no que vêem na TV ou na internet!!! Não fazem as contas por si mesmas e não encaram, dessa forma, o absurdo. Mas os fatores para se fazer as contas estão lá, na TV inclusive, mas ela já vem com a conta feita e feita errada, propositalmente embalada numa mensagem com segundas intenções.
Tenho certeza de que deve haver uma maneira de reagir a isso...
Escrito por Luciano Carvalho às 17h34
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Segunda de carnaval.
Depois de quase um ano, lembrei-me do blog por causa de um amigo distante que não vejo há mais de quinze anos (-Fala, Nelsão!)
Os anos são quase paradoxais; passam, mas são impassíveis. E quase paradoxal já é quase um paradoxo.
Depois de um ano, posso continuar o que comecei? Na minha vida, tudo tem sido assim: começos para daqui a anos, continuações de projetos antigos.
As amizades, que até geograficamente se espalham, também.
Na nossa vida urbana semi escrava há vazios e acúmulos demais. Não admira tantas doenças.
Naturalmente, neste encontraponto, minha ambição mais saudável é o equilíbrio, mesmo que seja necessária a provocação.
Preencher os vazios; diluir os acúmulos...
Dá um trabalho!
Escrito por Luciano Carvalho às 17h17
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Duas coisas: Danceato e nossa casa!
Ontem, sexta-feira 9, fui à praça da Sé, assistir o grupo Danceato, no espetáculo “A ilha de José”. “José”, no caso, é o Saramago. A ilha é de “O conto da ilha desconhecida”. Foi o fim de vinte e quatro horas de Bush em São Paulo. Muito calor, muito mais problemas de trânsito que o normal, por conta das viaturas oficiais oferecendo hospitalidade e segurança ao dito cujo. Soube que ele ficou num hotel de uma rede norte-americana, totalmente dentro dos padrões deles, de modo que Brasil é o que ele não viu por aqui. Nossas vidas alteradas para uma visita que, como disse o Palpiteiro (http://opalpiteiro.blogspot.com/), 14 de fevereiro e 06 de março, é para tirar atraso, econômico e eleitoral, às nossas custas mesmo, apesar do ineditismo que é nosso atual poder de barganha.
Chegar ao centro da cidade de São Paulo, à praça da Sé, depois de tal visita, com a pergunta da Mari (a Mariana Valadares, do http://poucaseboasdamari.blogspot.com) na cabeça sobre nós, “onde é nossa casa?”, para assistir a um espetáculo de dança, abrigado pela Caixa Econômica Federal, é uma experiência intensa. Sim, pois o espetáculo é lindo, o tema é o desejo (como pensar em algo mais intenso?), os profissionais da dança lutam ardentemente para acontecer no Brasil e conquistar espaço e público (o que aparece no espetáculo), a platéia é formada principalmente por pessoas interessadas pessoalmente em realizar trabalhos semelhantes e não por aficionados ou simplesmente “platéia”, fora o calor, fora as instalações pequenas justamente para a platéia (embora o espaço para dançar fosse bom), tudo isso coroado com um pequeno debate após o espetáculo, onde quase todos os que dirigiram perguntas para o grupo fizeram perguntas sobre “como fazer também”. Hoje, pensando em tudo isso, mudo um pouco o sentido da pergunta da Mari: onde é nossa casa? Sinto que, ao tratar o termo “lugar” de modo amplo, temos mesmo que repensar muita coisa, coisas éticas, estéticas, políticas.
Por que não se montou um esquema de segurança que não atrapalhasse a vida dos paulistanos? Por que é tão difícil encontrar espaço para exercer nossas artes? Qual é o nosso lugar? Ou antes, como fazer um lugar que seja nosso?
Como artista, a criação do lugar é uma operação constante, e imagino que algo semelhante acontece em todas as atividades. É preciso assumir nosso lugar. Isso inclui nosso país. Isso inclui meus cumprimentos ao grupo Danceato (não deixem de assistir!!! http://danceato.apbd.org.br/ ). Isso inclui ligar os pontos da nossa rede de “troca de idéias”, nosso lugar mutante disponível na internet, entre outros meios. Espero contribuir (de novo). Esse negócio vai longe.
Escrito por Luciano Carvalho às 17h37
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Quem está no Brasil?
Fernandos Collor, Henrique e Beira Mar.
Eu e toda a minha vizinhança, no meio do fogo cruzado.
O fogo, o real e a imagem que de fora fazem o brasileiro ter de si.
Nossas artes como um todo, as de elite e as populares, menos algumas das que só vão pro estrangeiro.
Bush, a CIA e um montão de multinacionais de várias nações do primeiro mundo.
Aliás, receber Bush com calor e chuva em nossa terra não tem significado algum. E volto atrás: Bush não está aqui no Brasil, pois o esquema de segurança garante que ele ainda esteja na casa dele, mesmo aqui.
Continua chovendo e eu quero mesmo é sair de casa, apesar dela. Pelo menos não vou dormir com tanto calor quanto nas últimas noites.
Boa noite!
Escrito por Luciano Carvalho às 21h39
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Ano novo?
No último reveillon eu estava no Rio de Janeiro. Choveu todos os dias por uma semana, todo o tempo em que estive lá. Quase nada de sol. E foi a primeira vez que estive lá com tempo para conhecer a cidade.
Resultado: uma canção.
A despeito das notícias sobre a violência, foi muito forte a sensação de estar em um lugar que nunca deveria eu ter deixado de conhecer. Muito da minha música, da minha vida, veio ou passou por lá. Além dos atrativos tão badalados, a combinação entre cidade e natureza, coisas já muito grandes, ainda havia a história, do Brasil, das artes e da cultura brasileiras, das pessoas que, ali, eu podia sentir como colegas na criação artística, entre pessoas vivas ou não. Naturalmente, sempre levo em consideração que o Brasil é todo o Brasil, nunca uma só região, muito menos uma só cidade, mas creio que todos admitimos que nos ligamos muito fortemente a centros de acontecimentos. O Rio é um desses centros e, particularmente, muito emocionante para mim. Estar lá foi uma espécie de redimensionamento, pois era estar onde estiveram pessoas que, ali mesmo, pensaram pensamentos que hoje estão em mim, conceberam e realizaram coisas que são parte de mim, e então elas se tornaram ainda mais reais, ou antes, ganharam aspectos de realidade a mais, além das que já tinham.
Minha canção é a afirmação da solidariedade de um não carioca, um de fora, um paulista, para com os cariocas em geral, diante das dificuldades, muito semelhantes por um lado, às daqui de São Paulo. A violência urbana, que me parece sempre tratada na mídia de maneiras muito distantes dos fatos e, principalmente, dos motivos de tal violência, é sentida como um fator triste, um aspecto cultural, uma característica local! E vem piorando. Esta minha mensagem nada é, mas é um ponto, e um ponto é isso, um nada que pode ser a referência necessária para localizar tudo. Espero contribuir. Em breve, quero colocar a canção por aqui, na internet, para vocês poderem ouvi-la e acrescentá-la a este texto. E que todos os que quiserem, possam contribuir de algum jeito, mesmo que sejam apenas pontos para ser ligados ainda. Por que não ligaríamos os pontos, mais dia, menos dia?
Escrito por Luciano Carvalho às 21h51
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O Carnaval termina hoje. Amanhã, ano novo.
Daí este blog. É um ponto, de partida, de encontro, que vai de encontro ao que volta.
É que me sinto de volta à luta e aqui é isso, é luta. Não é literatura, não é desabafo, não é comunicação. É frente!
As idéias, o diálogo, o debate, a exposição, a composição, o contraponto, o encontro. Pretendo realizar uma polifonia, aos poucos e se for possível. E se não for, alguma harmonia estará muito bem.
Cordas vocais, dedos e neurônios, arautos da minha alma, estão a disposição para o encontraponto.
Sejam todos bem vindos!
Escrito por Luciano Carvalho às 21h46
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