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A quantidade dos nomes não nos assusta.
Na Playboy deste mês, o primeiro artigo que aparece na revista chama-se “A vã procura por uma gostosa na UPS”, com o subtítulo “Playboy denuncia: falta mulher bonita ao movimento estudantil brasileiro”. Já seria isso suficientemente grosseiro, desrespeitoso tanto para com as mulheres, enquanto mulheres, quanto para a democracia e a seriedade de uma luta política. Mas o artigo em si faz o título parecer bonzinho. A editora Abril, campeã absoluta de vendas de materiais didáticos para a rede pública do estado de São Paulo (!), demonstra, assim, mais uma faceta de sua estratégia de “formadora de opinião”, enviando um aliciador até a reitoria da USP, durante a ocupação, com o objetivo de convidar meninas, estudantes, para um ensaio fotográfico e a conseqüente publicação na revista, e para narrar sua tentativa no tal artigo. Deparando-se com algumas dificuldades para conseguir prostituir as estudantes, o “jornalista” (João Pedro Jorge) justifica seu fracasso não pela sua incompetência diante de pessoas de caráter, mas culpando o movimento estudantil de ser formado por feios (ele descreveu as meninas como “barangas sovietes”). Ele falou mal de tudo, absolutamente tudo, no tom mais arrogante e nojento que tive o desprazer de ler em um texto jornalístico de que eu consiga me lembrar. Ele termina com as seguintes palavras: “o movimento estudantil precisa realmente de uma revolução. Uma revolução estética”. O tal senhor João Pedro Jorge (um homem de três nomes) ainda fez questão de fundamentar sua esperança de encontrar uma musa estudantil para corromper, citando Camila Vallejo, estudante chilena que participou ativamente das grandes manifestações pela educação ocorridas recentemente em seu país. Não é necessário falar, aqui, do profundo desrespeito pela democracia, já que ao invés de colocar em debate os assuntos pertinentes à ocupação, o nosso “formador profissional de opinião” apenas ridicularizou e desqualificou as pessoas que desagradam ao editor da revista, mas quero fazer notar que o posicionamento da Playboy é preconceituosa contra todas as mulheres que não correspondem ao seu critério de beleza, tratando-as como possuindo menos valor, merecedoras de desprezo e deboche. É um crime, talvez não previsto em lei, mas certamente um atentado a tudo, tanto aos que não podem concordar com isso, pela ofensa e pela pressão exercida nas pessoas que não sabem defender-se deste tipo de ataque (os que podem se sentir de fato diminuídos), mas também aos que se deixam convencer por essa maluquice, e que se tornam soldados de um exército sexista fascista. Deixo aqui registrado meu repúdio ao pensamento que se expressa através do artigo em pauta, bem como ao seu autor e seu chefe, editor da revista, e assim também toda a hierarquia ascendente da editora, que certamente tem nesta revista um grande baluarte em sua estratégia de dominação ideológica (formação de opinião), bem como ao grupo a que pertencem os que criam tais valores para ensinar ao povo. Meu repúdio é para unir os que também os repudiam, e não para fazer qualquer efeito nos repudiados, pois suas consciências estão por demais comprometidas. Não paramos por aqui. Este repúdio não é só este repúdio. A quantidade de nomes não nos assusta.
Escrito por Luciano Carvalho às 23h26
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Primeiro Mandamento do Serra
Hoje, no Estadão, li a oração do Serra: “Não atacarás o seu companheiro de partido para não servires ao adversário”. Com isso, Serra propõe a seguinte lógica: nós queremos o bem do país, os adversários querem o mal do país. E por ser uma paráfrase de um texto atribuído diretamente a Jeová, Serra se coloca como um deus que pode ditar as normas do comportamento humano. O efeito da sentença é fascista. Ao demonizar o PT e a Dilma, Serra é fascista em relação ao próprio PSDB, constrangendo os membros do partido a engolirem suas diferenças e aceitar em público as posições defendidas PELO SERRA, contra o adversário que é a Dilma! Mas é fascista também em relação à população em geral, pois com essa lógica ele sugere ao seu eleitorado que encare o eleitorado da Dilma como verdadeiros adversários, e não como cidadãos com um pensamento diverso. É um estímulo ao fanatismo político. O Serra joga tão sujo que poderia até me dar medo. Mas ele é tão incompetente como administrador que chega a dar pena: ele quer ditar, mas não sabe escrever; ele quer mandar, mas é na verdade um moleque mimado e birrento; ele quer ser o líder de todos, esmagando quem não quer; quer ser o grande pai de todos, mas não faz nada de grande, nunca. Embora o Serra nunca venha a se tornar um ditador por pura e simples mediocridade e incompetência, sua ação, como a inspirada oração supracitada, pode surtir o maléfico efeito fascista de colocar as pessoas umas contra as outras, a fim de dominá-las melhor. Quando uma parte da população demoniza a outra, leva cada uma das partes a desejar um governo que esmague a outra, estabelecendo regras para como se pode pensar, o que se pode falar, o que é certo querer. O perigo é imenso, de modo que temos diante de nós um caso da mais imperdoável leviandade, ou um caso de ma fé, coisa que não se perdoa. Não é à toa que a imprensa, favorável ao Serra, defende a liberdade de imprensa mas não a liberdade de opinião, já que a imprensa pode falar o que quer, mas não permite que se apontem falhas da imprensa, ou que se discorde da “linha de pensamento” do editor, como no caso do próprio Estadão, que demitiu sua articulista por discordar do que ela escreveu durante a campanha presidencial, no ano passado. Espero que todos os que discordam de mim expressem o seu ponto de vista, mas sem me reprimir em relação ao meu direito de dizer o que penso. Com isso, tudo vai bem. Precisamos mesmo discutir tudo a fundo, exatamente ao contrário do que o Serra quer. O que o Serra quer é que apenas digamos amém, como os fiéis em relação às Leis de Deus.
Escrito por Luciano Carvalho às 10h48
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Estamos matando pessoas.
Não há como suportar o cinismo estúpido do Kassab. Diante da tragédia, e cobrado pelos cidadãos, respondeu, como prefeito, que a tragédia apenas aconteceu porque choveu demais. É 0% de interesse. Há meses a imprensa tem noticiado que a prefeitura simplesmente NÃO USA o dinheiro já RESERVADO e DISPONÍVEL para tocar as medidas ANTI-ENCHENTES. 0% de interesse na vida, na sua vida, na minha vida, na vida das pessoas, o povo. Pessoal! Nossa cegueira, como eleitorado, está MATANDO PESSOAS!
Escrito por Luciano Carvalho às 14h31
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Forte Casa Teatro - Vizinhanças

Escrito por Luciano Carvalho às 22h19
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Mas idoneidade não tinha que ser um pressuposto?
Já repararam em um dos slogans do Serra? Está no fim da sua canção eleitoral: "Serra é do bem". Achei divertido reparar no fato de que, segundo o programa eleitoral do PSDB, o Serra é a mais amável das figuras, amigo e querido por todos que o conhecem. Jamais cometeu um único erro durante toda a sua vida. Tudo o que ele fez foi o mais bem feito que um ser humano poder fazer. Ele é o mais humanitário de todos, o único político que pensa nas pessoas. Tudo o que ele fez não é apenas bom, mas muito bom, sem qualquer mácula, qualquer aspecto minimamente negativo. Ele nunca faz algo que é melhor para a maioria, ou para quem precisa, mas o que é melhor para simplesmente TODOS!!! Nunca cometeu um engano, e muito menos algum desatino. Ele é um santo! Mesmo assim, o pessoal responsável por sua campanha achou que era bom reforçar que o "Serra é do bem", pra não restar qualquer dúvida sobre a sua idoneidade... É pra rir ou não é?
Escrito por Luciano Carvalho às 21h28
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Tragédia
É triste, mas somente a tragédia é forte o suficiente para nos acordar, quando não queremos ver o que está na nossa frente, por mais que alguém venha e nos avise antes. Dependendo do que é, podemos ainda insistir em defender um tanto a posição anterior, arrumando uma série de desculpas e atenuantes. No caso do que me motivou a escrever isso, sou dos que falavam que a tragédia iria acontecer, e mesmo assim me sinto mal com a idéia de que telvez pudesse ter insistido mais, lutado mais, para que as coisas fossem diferentes. Tenho pensado muito nisso. Ah, sim! O que me fez botar isso pra fora? O Kassab, o qual jamais teve de mim qualquer gota de voto de confiança. Mas precisávamos esperar a tragédia para admitir, coletivamente, como povo, que ele não presta? Precisávamos esperar que ele fosse abandonado pela mídia, que o abandonou assim que sua imagem se tornou indefensável? Espero que eu mesmo, junto com todos os outros, fiquemos mais e mais espertos. Não é sem querer que as coisas estão como estão, com administradores experimentados, há anos e anos no poder, que ganham muito dinheiro em seus cargos públicos, que comandam polícia, exército, fazem as leis, executam as leis, lavram as sentenças, decidem quem pode ou não ter uma estação de TV, uma rádio etc. Não é mesmo?
Escrito por Luciano Carvalho às 00h25
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PNDH-3?
Só pra avisar, concordo que o PNDH-3 precisa ser cuidadosamente lido, estudado e debatido, para que possamos, como brasileiros, participar, concordando, discordando, corrigindo, negando, melhorando, participando enfim. Mas na verdade, não é bem sobre isso que vou falar. Vou falar do aproveitamento de uma oportunidade de crítica, de outra pessoa, ser transformada num show de horrores muito perigoso. O senhor Carlos Alberto Di Franco é um doutor em Comunicação. Dá medo! Hoje, O Estado de São Paulo publicou um artigo dele. Não vou esgotá-lo, mas apenas levantar uns detalhes. Grosso modo, o doutor Carlos fala das intenções ditatoriais de Lula, embutidas no PNDH-3. Obviamente, interpretar o sentido do texto é prerrogativa de todos nós, e longe de mim está qualquer contradita neste ponto ao doutor Carlos. O que acho incrível, porém, é a clareza da contradição, a cara de pau que dá margem a crer na ma fé. Pois ao invés de apontar o que lhe parece errado no texto oficial, ele cria um discurso perigoso, que desvia a atenção do leitor para questões que parecem resolvidas, de modo a parecer estar de posse de uma verdade indiscutível. Quer ver? Ele afirma, por exemplo, que Lula quer sujeitar a pesquisa científica e tecnológica a critérios estritamente ideológicos. Mesmo que seja verdade, o que seria mesmo algo problemático, nosso doutor esqueceu de dizer qua a quase totalidade das nossas atuais pesquisas científicas e tecnológicas, pelos menos as que realmente têm dinheiro para ir em frente, estão sujeitas quase que exclusivamente ao critério do mercado, e portanto do lucro dos investidores. Nada de interesses humanos, de necessidades humanas, mas apenas vencer a concorrência e lucrar mais e mais. Me parece o doutor um defensor escondido de um critério, não? Ele acusa Lula, também, de querer a transformação de formas (os termos são do doutor Carlos) excepcionais de consulta em meios normais de legislação (no caso, lei de iniciativa popular, referendo, veto popular e plebicito). Parece que o doutor gosta do nosso congresso, das nossas câmaras de deputados e vereadores, e que o povo não deve participar do processo legislativo a não ser votando em senadores, deputados e vereadores. Será medo? Pois ele "transformou" essa "vontade" do Lula num crime, já que essas formas de consulta popular são praticadas pelo Hugo Chávez. Se o Chávez faz, então é errado e populista, mesmo a nossa situação sendo tão diferente daquela em que a Venezuela vive (será que essa diferença não é notada pelo doutor? por que será?). Fico pensando que mal há em repensar nossas estruturas políticas de poder. E com estes "repensamentos" sendo feitos em público, que mal há? O mal é que as conclusões a que podemos chegar talvez desagradem ao doutor e ao pessoal com que ele anda... Mas a pérola vem agora! O doutor Carlos Alberto Di Franco resolveu falar do problema que o Lula tem com a imprensa. Aqui, toda a crítica mais pertinente e interessante que nosso doutor poderia fazer, ele não fez. Ao invés de apenas atacar o erro simples e óbvio de querer criar critérios de controle governamental sobre o conteúdo das coisas veiculadas pela imprensa, erro que devemos todos combater, o doutor Carlos se sentiu no dever de defender a imprensa! E aí, danou-se todo! Na verdade, o que ele coloca é horripilante. O doutor Carlos afirma que Lula quer "o controle da imprensa, sobretudo da mídia independente e formadora de opinião". Viram isso? Ele é contra o plebicito a não ser em casos ecxepcionais, mas é a favor de que haja um grupinho de pessoas que sejam os formadores de opinião. Ora, se a população não tem acesso a educação de qualidade, e portanto não tem ferramentas para se defender de um discurso bem montado, fica à mercê de gente como doutores em Comunicação, publicitários que trabalham para vender bens de consumo, publicitários que trabalham para vender a imagem de uma empresa, publicitários que trabalham para vender a imagem montada de uma pessoa (políticos, "artistas", líderes religiosos, "heróis" etc.). Os formadores profissionais de opinião, pagos para expressar sua opinião na imprensa, são, segundo nosso doutor, os que salvaguardam a cidadania!!! O doutor Carlos diz, por exemplo, mais de uma vez, algo como "os brasileiros querem tal coisa", "os brasileiros não gostam disso", deixando muito claro que ele, doutor em Comunicação, já sabe o que o povo pensa, embora este mesmo povo precise de um formador de opinião para poder ser cidadão, e o formador de opinião é ele mesmo, o nosso doutor Carlos!!! E ele é contra a ampliação do uso de referendos e plebicitos, feitos para saber a opinião do povo!!! Não parece que tem coisa aí? Dá pra achar que nosso doutor sustenta tais contradições de boa fé? Quero dizer, parece que ele escreveu o que parecia ser correto para defender uma posição, e não para contribuir numa busca pelo melhor para todos. E a posição dele, qual é? Parece ser a posição dos que andam com ele, não é? Talvez, a posição do tal grupo que forma o que ele chama de "mídia independente". Independente? Ele citou, por exemplo, uma carta publicada pelo jornal O Globo, para mostrar como o povo desaprova Lula... Uma carta, só uma... E quem não sabe escrever? Vê TV e aprende a opinião dos formadores de opinião contratados por ela! Ha ha ha! Eu rio, mas é uma tragédia!
Escrito por Luciano Carvalho às 18h42
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O futuro das estatais segundo os tucanos.
Marisa Serrano, Senadora tucana, escreveu numa nota, recentemente, que seu partido quer o aperfeiçoamento das estatais... Isso num contexto de crítica ao PT e à Dilma. Lembro-me tão claramente do PSDB vendendo as nossas estatais a preço de banana, que não consigo entender como pode ninguém reparar na gafe da Senadora. Ou será que o que ela chama de "aprimoramento" seria exatamente continuar a dar de presente nossas estatais para as mãos do capital privado? Afinal, olha só como a Telefônica de Espanha, por exemplo, é simplesmente "incrível"!
Escrito por Luciano Carvalho às 16h56
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Depois do sucesso da temporada de estréia, sempre cheia de gente muito feliz, no Sesc Ipiranga:
"Melancia e Coco Verde" Nova temporada!!! De 19/09 até 25/10. Sábados e Domingos. Sempre às 17h:40min.
No Teatro Ressurreição: Rua dos Jornalistas, 123 - São Paulo - SP http://www.teatroressurreicao.com.br/
Realização do Núcleo Girândola: http://nucleogirandola.blogspot.com/
Direção e texto - Natália Grisi. Elenco: Daniel Rodríguez Magê Blanques Perla Frenda Wilson Mandri Stand ins: Carol Scavone e Erick Krominski.
Trilha Sonora - Luciano Carvalho. Luz - Thaís Conti.
Escrito por Luciano Carvalho às 14h25
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Fotos de Arapucaia em Curitiba http://www.flickr.com/photos/camilaferraz/sets/72157616466698332/with/3422077442/
Escrito por Luciano Carvalho às 11h47
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Campanha da fraternidade - 2009
Quer dizer que os católicos apostólicos romanos, que congregam antros de pedófilos, que se omitem diante das guerras praticadas por seus aliados, que têm no seu histórico incontáveis banhos de sangue, que perdoam estupradores de crianças mas excomungam médicos que fazem o que acham ser o melhor para os pacientes, quer dizer que esses católicos estão fazendo uma campanha da fraternidade contra a violência praticada pelos outros? Parece que tem alguma coisa errada, não?... Alguém aí já leu sobre uns túmulos caiados?
Escrito por Luciano Carvalho às 10h15
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Vai ter mais em setembro...
Escrito por Luciano Carvalho às 23h08
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O fim do mundo - parte 2 Só imaginando. Algo como "teoria da conspiração", ridícula, é certo, mas saborosa. Já pensou se a greve dos bancários de hoje foi induzida ou escondidamente estimulada pelos próprios banqueiros? Não é ridículo?
(ler o texto abaixo...)
Escrito por Luciano Carvalho às 22h42
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O fim do mundo.
Foi apenas um lance de imaginação:
Com as notícias de fechamento de grandes bancos, com o crédito sem crédito dos falsos capitais, o mundo parecia estar no fim. No caso, "mundo" era apenas o "sistema", mas as pessoas não percebiam. Então todos reagiram. Foram às lojas e realizaram o máximo de compras por crédito que podiam. Foram aos bancos e retiraram o máximo de dinheiro que podiam, utilizando para isso também os recursos de crédito (limites, linhas de crédito etc.). Tudo isso pelo medo de, se a crise prosseguisse, não haver mais de onde tirar. Os bancos, nas primeiras tentativas de seus clientes, perceberam a onda e fecharam as portas e desligaram os sistemas por computador. Senão, iriam à falência. No dia seguinte, reabriram, mas as pessoas voltaram a tentar as mesmas coisas. Fecharam de novo. E assim por diante. Isso levaria as instituições à falência do mesmo modo. E assim foi. E o mundo acabou.
Ao invés de lutar numa revolução pelo fim do capitalismo, o povo teria feito uma revolução a favor do capitalismo, o que levou mais certeiramente que na primeira hipótese ao fim do capitalismo.
E o que veio depois? Certamente não o socialismo, nem o comunismo. Nem o dinheiro sumiu. Apenas o capital (ou seja, os meios de produção) deixou de ser "a" base do sistema. Depois? Eu não sei, mas acho que era bom começar a pensar...
Escrito por Luciano Carvalho às 12h19
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Passividade perversa
Feliz dia do trabalho. Está frio, aconchegante, mas frio... Andei pensando no Kassab e no Serra, não para simplesmente listar seus defeitos e colocar neste blog, mas estou pasmo com a passividade da população de São Paulo. A tal lista, se feita, será revoltante, mas será cheia de coisas que não são segredos escondidos, e sim, fatos bem conhecidos e amplamente divulgados, mas que não causa em nós mais do que uns minutos de fala, de conversas rápidas sobre os políticos; logo nos aborrecemos e, para fugir da obviedade e da frustração, mudamos de assunto. Naturalmente, poderíamos incluir o Alkmin... Este último, veja bem, pensa em ser prefeito em São Paulo; mas onde está o empenho de um homem público em, por exemplo, solucionar o crime hediondo cometido por pessoas contratadas em seu governo, a saber, os que construíam o metrô em Pinheiros quando aconteceu aquele desastre, lembra, o buraco do metrô, que matou gente, que destruiu casas, que transtornou a cidade e o trânsito, que de qualquer modo, era exatamente o tipo de coisas contra a qual se espera que haja todo tipo de preparação, num trabalho, o dos engenheiros, que não pode conter erros? Um engenheiro não pode errar, um mestre de obras não pode errar, uma construtora não pode errar, mas a população já se esqueceu, e nada aconteceu... Todos os dias, milhões de pessoas usam ônibus em São Paulo, e foram todos, sem exceção, atingidos pelas sacanagens administrativas que paulatinamente vêm sendo implementadas desde a primeira semana da gestão do Serra, numa linha seguida à risca por Kassab. A perversidade é tamanha que o povo acha que é bom o que é ruim, só por que a medida ruim foi anunciada como sendo boa, ou seja, conversa mole, mas que é uma medida certamente e exclusivamente ruim para a população (fim das passagens livres nos terminais, limitações para o uso do bilhete único, a complicação na vida dos mais pobres, obrigados a pegarem filas demoradas para pagar a passagem de ônibus, ao invés de pagar para o cobrador já dentro do ônibus). Meu pasmo é a passividade, perversa ao extremo por nem ser tão inconsciente assim. Gente! A picaretagem é muito grande! Estarei delirando nessa análise? As pessoas dizem que acreditam no que vêem na TV ou na internet!!! Não fazem as contas por si mesmas e não encaram, dessa forma, o absurdo. Mas os fatores para se fazer as contas estão lá, na TV inclusive, mas ela já vem com a conta feita e feita errada, propositalmente embalada numa mensagem com segundas intenções. Tenho certeza de que deve haver uma maneira de reagir a isso...
Escrito por Luciano Carvalho às 17h34
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